No post de hoje vamos percorrer a origem da porcelana e história dessa matéria-prima, associada a bom gosto e requinte desde os primórdios.

Você com certeza já deve ter se encantado com alguma louça ou utensílio em porcelana.

Nada mais natural, pois esse material causa fascínio há muito tempo.

No século XV, o Ocidente teve contato com a porcelana depois que os europeus se apossaram de peças provindas da China e passaram a revestir taças, cálices e demais objetos com esse mineral.

O começo de tudo

Os primeiros registros associam a origem da porcelana à China, entre os séculos VI e VII d.C, durante a dinastia Tang (618–907).

Conta-se que um forno em cerâmica ultrapassou sua temperatura habitual, dando vida a um elemento extremamente translúcido e resistente.

O resultado desse acaso é o que hoje conhecemos por porcelana, mas na china eles a chamavam de yao.

Música para os ouvidos

Os chineses defendem a ideia de que uma boa peça em porcelana deve emitir som e, dessa forma, ressoar sua singularidade e exuberância em comparação com outros materiais.

A origem da porcelana: desbravando uma nova nomenclatura

As famosas viagens do explorador italiano Marco Polo (1254 – 1324) contribuíram para o surgimento do nome PORCELANA.

Em italiano, o termo porcellana significa "molusco de concha branca e brilhante". Pronto, estava estabelecida a referência para nossa valorosa matéria-prima.

O viajante foi ainda o responsável por transportar, pela primeira vez, esse material à Europa. Antes disso, a porcelana era exclusividade dos chineses.

A descoberta japonesa

Datada do início do século XVII, a produção de porcelanas no Japão teve início com o descobrimento de minerais argilosos na região de Arita. As peças possuíam pintura simples, com alguns traços em cobalto.

Mais adiante, com estilo arrojado e ostensivo, as porcelanas de Arita esbanjaram coloração e ilustrações ricas em detalhes.

A composição da porcelana, por muito tempo, se manteve desconhecida. Dessa forma, diversos materiais foram testados na busca de se desvendar esse mistério, como vidro moído, por exemplo. Foi só em 1709 que o alquimista Johann Frederick desvendou esse enigma.